segunda-feira, 30 de junho de 2008

Produção do vídeo

O processo de produção do vídeo foi bastante trabalhoso, porém enriquecedor! Trabalhamos com o Kino, um programa de produção de vídeos. Aprendemos bastante com o trabalho em grupo, uma vez que um pôde auxiliar o outro e podemos contar também com o auxílio de Washignton e Bruno, membros do GEC.
Por não se tratar de algo simples muitas complicações surgiram, mas acredito que as dificuldades nos levavam a procurar respostas e, dessa forma, achávamos soluções e aprimorávamos nossas habilidades com o programa.
Como eu já disse, foi um momento de inquietação e de "quebrar a cabeça", mas que resultou em um grande aprendizado. Esse aprendizado que eu classifico como "grande" diante do nosso conhecimento anterior, acabo julgando-o como pequeno ao olhar pela perpectiva da vastidão de coisas que não foram assimiladas por falta de tempo e pela complexidade que se consiste editar um vídeo.
Fiquei feliz com o produto do nosso trabalho, mesmo sabendo que muita coisa pode ser aprimorada. O video significa muito mais que uma produção sobre Robótica: é o resultado e expressão da nossa aprendizagem.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA

Thábata Pereira de Carvalho

INTRODUÇÃO

O espaço da televisão nas sociedades contemporâneas tem crescido e há uma grande difusão desse meio de comunicação, que tem se introduzido na casa das pessoas como item básico. Devido a essa popularização, um número cada vez maior de pessoas tem na televisão uma forma de lazer e uma fonte confiável de informação, o que perpassa a busca por satisfação de necessidades emocionais, psicológicas e sociais.

Nessas condições não podemos desconsiderar a influência que a televisão exerce na vida das pessoas e especificamente na vida das crianças. Ela interfere na forma como o indivíduo percebe o mundo e como ele se comporta, ela sugere modismo e inculca valores.

Existem várias discussões a respeito da posição que a televisão ocupa na sociedade e o papel que ela assume na construção do caráter dos telespectadores. Uma polêmica ainda maior é gerada quando se trata de discutir a influência da televisão na construção da personalidade da criança, uma vez que ela é vista como um ser em formação que observa o mundo a sua volta e procura reproduzir papéis e valores.

A INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO

Ao analisarmos a programação destinada ao público infantil percebemos duas faces de uma mesma moeda: a influência positiva e a influência negativa desses programas na formação da criança. Às vezes esses dois pólos encontram-se bem separados, entretanto, muitas vezes, torna-se muito difícil distinguir um do outro.

A televisão tem grande capacidade de ensinar coisas positivas e produzir resultados benéficos, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, comportamento social, questões relacionadas à nutrição e saúde, entre outros. Greenfield (1998) afirma que

"O domínio da linguagem televisiva, alcançando em parte através de exposição à televisão, e em parte pelo desenvolvimento da criança, torna possível o uso da televisão para lhe transmitir conhecimentos e habilidades cognitivas. O paralelo com a palavra escrita é patente: a aquisição de habilidades básicas da linguagem possibilita à criança utilizá-la para transmitir informações e idéias. Existe uma diferença, contudo: As crianças precisam ser ensinadas a ler e a escrever, mas aprendem a linguagem televisiva sozinhas, simplesmente assistindo à televisão". (GREENFIELD, 1988, p. 28)

Barry (1994, p.400) ressalta que a televisão é um influente meio de comunicação assistido por todos e, sendo assim, tem uma grande responsabilidade pelos comportamentos de quem a assiste, devendo, por isso, fornecer também meios para a educação e desenvolvimento infantil afim de melhor fornecer-lhes informações adequadas a cada idade e nível de desenvolvimento.

A forma com que a televisão apresenta os conteúdos pode contribuir para o desenvolvimento da criança pela linguagem acessível que apresenta, uma vez que a

linguagem sonora está associada a dois aspectos: os sons que são partes das imagens de que emanam, sejam elas objetos ou pessoas, e a linguagem musical que ocorre simultaneamente e é altamente sensibilizadora e, propiciadora, se não mesmo facilitadora do próprio aprendizado da linguagem oral.

Em contrapartida, vemos presente em muitos programas infantis a veiculação de valores e comportamentos que são repudiados pela sociedade, tais como: a violência, a desobediência aos pais e às autoridades, a mentira, o egoísmo, etc. Isso aparece de diversas formas, desde uma simples sugestão apresentada em uma cena até a características inerentes aos personagens de desenhos animados. Além dos fatores explícitos, existem também fatores implícitos nesse processo. Um exemplo disso são os estereótipos. Segundo Ferres (1998) “a base da rigidez e da reiteração, os estereótipos acabam parecendo naturais; o seu objetivo é na realidade, que não pareçam formas de discurso e sim formas de realidade” (FERRÉS, 1998, p. 135). A formação de estereótipos solidificados pela mídia gera uma desvalorização de alguns padrões e a supervalorização de outros, como atributos, comportamentos, estilos e valores.

Quando falamos sobre a influência da televisão na formação da personalidade da criança não podemos nos restringir apenas a análise dos programas infantis, uma vez que a criança está exposta a uma programação inadequada à sua idade por serem exibidas em horários acessíveis e até mesmo nos comerciais que passam no intervalo dos programas infantis. Sobre isso, Bastos (1988) diz que “os comportamentos agressivos de um personagem real (um ator ou uma atriz) despertam mais sentimentos de ansiedade que a agressão mostrada pelos personagens de desenho animado” (BASTOS, 1988, p. 44).

Albert Bandura (apud FRIEDMAN, SCHUSTACK, 2002, p.247), teórico sociocognitivo, formou teorias sobre mecanismos pelos quais as pessoas podem aprender apenas observando o comportamento de outros, o que ele denominou de aprendizagem observacional. Essa aprendizagem é também mencionada como modelação, o que significa que uma pessoa modela-se à imagem de outra. Bandura e seus colegas conduziram uma série de estudos a respeito de comportamentos agressivos em crianças. Nesses estudos as crianças assistiam cenas de adultos agindo de forma violenta com um boneco de plástico. As crianças que assistiam à cena eram mais propensas a comportar-se agressivamente, quando depois lhes era permitido brincar com o boneco. “A aprendizagem observacional não exigia a observação de recompensas, apenas o ato de ver o próprio comportamento agressivo era suficiente para ensiná-lo às crianças” (FRIEDMAN, SCHUSTACK, 2002, p. 249)

É preciso entender, porém, que a televisão não é o principal fator ou o modelo preponderante de identificação na formação da criança, ainda que exerça uma grande influência na formação de determinadas atitudes (valores, preconceitos) e comportamentos (hábitos, formas de expressão social, etc.).

“O grau de influência da TV no comportamento infanto-juvenil, assim como as conseqüências psicológicas a longo prazo de sua programação não encontram consenso, em face de sua difícil mensuração ou padronização de instrumentos de avaliação e porque se mesclam a outros fatores que influenciam o comportamento e que não podem ser estudados separadamente.” (LIMA, SCHERB, 1998).

Os fatores psicológicos e o contexto social contribuem para um maior ou menor grau de influência da TV no comportamento e na formação de valores e atitudes na criança.

"Os meios de informação visual ou audiovisual, exaltando os atos agressivos, mostrando na maioria dos casos, a impunidade do ato delituoso, podem desempenhar um papel determinante na organização delinqüente; seja em função de mecanismos de imitação, seja pelo fato de que eles dão um caráter de realidade a uma parte da nossa vida fantasiosa e uma aprovação implícita, ou vivenciada como tal, à expressão de nossos instintos. Seja, enfim, e principalmente (segundo nos parece), porque tais meios de informação perturbam, nos jovens, o mecanismo de identificação com os pais, oferecendo-lhes possibilidades de identificações múltiplas ou contraditórias, criando assim imagens ideais de afirmação que vão de encontro à organização atual de seu Ego e das exigências de seu Superego em formação". (AJURIAGUERRA, 1980, p. 882).

Diante disso, inferimos que há uma grande importância da participação dos pais e professores interagindo de maneira mais efetiva, prática e dinâmica na vida das crianças, pois caberá a eles orientar seus filhos e alunos. É fundamental, portanto, que se exerça o controle sobre a influência da televisão no comportamento das crianças, sendo necessário, assim, buscar uma maior interação entre adultos e crianças a fim de que seja possível estimular os pontos positivos e evitar reforçar os aspectos negativos, pois poderão tornar-se comprometedoras do desenvolvimento saudável da criança.

CONCLUSÃO

Nota-se claramente a relevância social da televisão, uma vez que ela terá uma função formadora de aprendizagem nas crianças. Não há como negar a existência dessa influência, ainda que relativa e condicionada a diversos outros fatores atuantes no comportamento das crianças, especialmente a condição sócio-econômica, familiar e cultural, além das características individuais, tais como recursos mentais, emocionais, idade e estrutura de personalidade. O fato de existirem tantos investimentos em anúncios e publicidade em geral é uma afirmação dessa influência.

É necessário observar aspectos positivos e negativos da influência exercida pela televisão na vida das crianças, sendo relevante discutir a importância desse meio de comunicação e também os cuidados a serem tomados com ele, orientando as crianças para que possam observar a maior parte possível dos pontos positivos ensinados na programação e assim observar a televisão como fonte de aprendizado sobre a vida cotidiana.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AJURIAGUERRA, Julian de, MARCELLI, Daniel. Trad. Alceu Edir Filman. Manual de psicopatologia infantil. Porto alegre: Artes Médicas, 1986

BARRY, T.B. Momentos Decisivos do Desenvolvimento Infantil. São Paulo – SP: Martins Fontes, 1994.

BASTOS, Laura. A criança diante da TV: um desafio para os pais, Petrópolis, Vozes, 1988.

FERRÉS, Joan. Televisão Subliminar: socializando através de comunicações despercebidas. Trad. Ernani Rosa e Beatriz A. Neves. Portos Alegre: Artemed,1998.287p.

FRIEDMAN, H. S; SCHUSTACK, M. W. Teorias da Personalidade – Da teoria clássica à pesquisa moderna. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

GREENFIELD,Patrícia Marks. O desenvolvimento do raciocínio lógico na era da eletrônica: os efeitos da TV, computadores e videogames. Tradução por Cecília Bonamine. São Paulo: Summus, 1988.

LIMA, Fernando F. T.; SCHERB, Eliane. Sobre a mídia, a infância e a adolescência. São Paulo: 1998.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Robótica

A idéia de se construir robôs começou a tomar força no início do século XX com a necessidade de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos.Atualmente, com a grande quantidade de microcomputadores, a robótica atravessa uma época de contínuo crescimento. Entretanto isso não significa ainda uma total abrangência, uma vez que não existe uma política pública para a incorporação desta. No âmbito pedagógico, a capacitação de professores para essa área ainda deixa muito a desejar, refletindo inclusive, o currículo pedagógico das instituições.

E afinal, o que é robótica?
Em uma breve definição robótica é um ramo da tecnologia que trata de sistemas compostos por máquinas e partes mecânicas automáticas e controladas por circuitos integrados, abrangendo a mecânica, eletricidade, eletrônica e computação. Trabalha com sistemas mecânicos motorizados, controlados manualmente ou automaticamente por circuitos elétricos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Inclusão Digital x Exclusão Social

Na aula de hoje continuamos discutindo a inclusão digital e pude perceber que esta inclusão está intimamente ligada com a questão social. Podemos observar isso tanto em países com diferentes níveis de desenvolvimento, quanto em classes socias.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Inclusão Digital

Inclusão digital, na minha concepção, vai muito além do que a simples possibilidade de acesso aos recursos tecnológicos, vai além também do que saber lidar com os os aspectos instrumentais da tecnologia. Incluir digitalmente deve estar intimamente relacionado com a nova organização das tecnologias. O indivíduo que sabe simplesmente mexer no mouse, clicar em alguns botões e operar programas básicos, não está totalmente incluído pois não tem acesso ao complexo processo que permeia as novas tecnologias.

Aula do dia 31 de Março

Começamos a aula de hoje analisando os sites do 9º FISL - http://fisl.softwarelivre.org/9.0/www/ e de metareciclagem das turmas edc287 - http://www.metareciclagem.faced.ufba.br, levantamento de temas de interesse da turma. Em seguida houve a formação dos grupos para a produção multimídia. Foram escolhidos quatro temas: Jogos e multimídia; Governo e software público; Robótica e; Educação e inclusão digital. Cada tema será trabalhado de uma forma, que serão respectivamente: Internet; rádio, TV e vídeo e; impressos. A minha equipe ficou com o tema "Robótica" que será trabalhado através de vídeos. A partir da semana que vem teremos mini-oficinas sobre cada abordagem e depois cada equipe irá se aprofundar em sua área. Os proximos passos são pesquisar sobre o tema e produzir um projeto.
Após discutirmos sobre a produção multimídia, discutimos sobre o texto básico: BONILLA, Maria Helena. Inclusão digital e formação de professores. Revista de Educação, Lisboa. 2002.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Aula do dia 24 de Março

Na aula de hoje exploramos os materiais que discutem sobre o conceito e a importância so Software Livre. Pude percerber que o Software Livre está relacionado com uma questão de liberdade, e não de preço. Ele se caracteriza pelo desenvolvimento colaborativo e pelo livre acesso ao código fonte. É assegurado ao usuário quatro liberdades: a liberdade de executar o programa, para qualquer propósito; a liberdade de estudar como o programa funciona; ; a liberdade de redistribuir cópias e; a liberdade e aperfeiçoar e compartilhar o software.
Tivemos uma discusão sobre Software Livre, onde pudemos entender melhor os conceitos e as aplicações. Discutimos um pouco sobre o Copyright, o Copyleft e o Creative Commons. Falamos tambem sobre um pouco da história do Software Livre, sobre o GNU e o Linux, entendendo que deles vem várias destribuições. Foi uma aula muito interessante!